Para quem conhece, uma boa pedida. Para quem não conhece, vale a pena.
Filtro Solar.
Caros amigos, colegas, leitores disto aqui e a quem mais possa interessar...
"Filtro Solar
Nunca deixem de usar filtro solar!
Se eu pudesse dar uma só dica sobre o futuro,seria esta: use filtro solar.
Os benefícios a longo prazo do uso de filtro solar
estão provados e comprovados pela ciência;
já o resto de meus conselhos não tem outra base confiável além de minha
própria experiência errante.
Mas agora eu vou compartilhar esses conselhos com vocês.
Aproveite bem, o máximo que puder, o poder e a beleza da juventude.
Ou, então, esquece... Você nunca vai entender mesmo o poder
e a beleza da juventude até que tenham se apagado.
Mas, pode crer, daqui a vinte anos, você vai evocar as suas fotos e
perceber de um jeito - que você nem desconfia hoje em dia
quantas tantas alternativas se lhe escancaravam à sua frente,
e como você realmente tava com tudo em cima.
Você não é tão gordo(a) quanto pensa!
Não se preocupe com o futuro.
Ou então preocupe-se, se quiser, mas saiba que pré-ocupação
é tão eficaz quanto mascar chiclete
para tentar resolver uma equação de álgebra.
As encrencas de verdade de sua vida tendem a vir de coisas que nunca
passaram pela sua cabeça preocupada, e te pegam no ponto fraco às quatro
da tarde de uma terça-feira modorrenta.
Todo dia enfrente pelo menos uma coisa que te meta medo de verdade.
Cante.
Não seja leviano com o coração dos outros.
Não ature gente de coração leviano.
Use fio dental.
Não perca tempo com inveja.
Às vezes se está por cima,
às vezes por baixo.
A peleja é longa e, no fim,
é só você contra você mesmo.
Não esqueça os elogios que receber.
Esqueça as ofensas.
Se conseguir isso, me ensine.
Guarde as antigas cartas de amor.
Jogue fora os extratos bancários velhos.
Estique-se.
Não se sinta culpado por não saber o que fazer da vida.
As pessoas mais interessantes que eu conheço não sabiam,
aos vinte e dois, o que queriam fazer da vida.
Alguns dos quarentões mais interessantes que conheço ainda não sabem.
Tome bastante cálcio.
Seja cuidadoso com os joelhos.
Você vai sentir falta deles.
Talvez você case, talvez não.
Talvez tenha filhos, talvez não.
Talvez se divorcie aos quarenta, talvez dance ciranda em suas bodas de diamante.
Faça o que fizer, não se auto-congratule demais, nem seja severo demais com você.
As suas escolhas tem sempre metade das chances de dar certo.
É assim pra todo mundo.
Desfrute de seu corpo.
Use-o de toda maneira que puder. Mesmo.
Não tenha medo de seu corpo ou do que as outras pessoas possam achar dele.
É o mais incrível instrumento que você jamais vai possuir.
Dance.
Mesmo que não tenha aonde além de seu próprio quarto.
Leia as instruções, mesmo que não vá segui-las depois.
Não leia revistas de beleza. Elas só vão fazer você se achar feio.
Dedique-se a conhecer os seus pais.
É impossível prever quando eles terão ido embora, de vez.
Seja legal com seus irmãos. Eles são a melhor ponte com o seu passado
e possivelmente quem vai sempre mesmo te apoiar no futuro.
Entenda que amigos vão e vem, mas nunca abra mão de uns poucos e bons.
Esforce-se de verdade para diminuir as distâncias geográficas
e de estilos de vida, porque quanto mais velho você ficar,
mais você vai precisar das pessoas que conheceu quando jovem.
More uma vez em Nova York, mas vá embora antes de endurecer.
More uma vez no Havaí, mas se mande antes de amolecer.
Viaje.
Aceite certas verdades inescapáveis:
Os preços vão subir. Os políticos vão saracotear.
Você, também, vai envelhecer.
E quando isso acontecer, você vai fantasiar que quando era jovem,
os preços eram razoáveis, os políticos eram decentes,
e as crianças, respeitavam os mais velhos.
Respeite os mais velhos.
E não espere que ninguém segure a sua barra.
Talvez você arrume uma boa aposentadoria privada.
Talvez case com um bom partido.
Mas não esqueça que um dos dois pode de repente acabar.
Não mexa demais nos cabelos senão quando você chegar aos quarenta
vai aparentar oitenta e cinco.
Cuidado com os conselhos que comprar,
mas seja paciente com aqueles que os oferecem.
Conselho é uma forma de nostalgia.
Compartilhar conselhos é um jeito de pescar o passado do lixo, esfregá-lo,
repintar as partes feias e reciclar tudo por mais do que vale.
Mas no filtro solar, acredite!"
Tim Cox
14/12/2005
04/12/2005
Joquempô
Poucos sabem, mas o Joquempô, também conhecido como Pedra, Papel e Tesoura, é um esporte muito apreciado pelos lideres mundiais.
Ao longo dos anos, alguns flagrantes da prática de tão nobre esporte prova essa tese.
Vejam as fotos e tirem suas conclusões:
-------------------------------
http://www.worldrps.com/images/archive/france1944(ver2).jpg
França, 1944 - Wojek Salmsoa (terceiro da esquerda) demonstra sua técnica defensiva ante ao ataque do papel.
--------------------------------
http://www.worldrps.com/images/archive/Potsdam(ver2).jpg
Potsdam, 1945 - Os maiores líderes mundiais demonstram suas diferenças durante o encontro de Potsdam.
(Churchill - tesoura, Truman - papel, Stalin - pedra)
---------------------------------
http://www.worldrps.com/images/archive/yelt.jpg
Moscou, 1994 - Clinton vs Yeltsin - Imaginando que obteria uma vitória tranquila sobre o sadio oponente, o russo oferece com desdém o papel, mas leva uma tesoura inesperada.
-----------------------------------
http://www.worldrps.com/images/archive/churchillcollage.jpg
Sir Winston Churchill demonstra a superioridade política da tesoura sobre os demais lançamentos.
-----------------------------------
http://www.damnfunnypictures.com/images/rock_paper_Saddam.jpg
Saddam Hussein mandando ver!
Outro que apreciava muito o esporte era Carlos Drummond de Andrade, que em um dos seus poemas, enaltece a arte do Joquempô. Quem não conhece "No meio do caminho, tinha uma pedra..."
Algumas dicas:
Como sabem, a partida é dividida em três games, cada game deve ter um vencedor, em caso de empate, repete-se o lançamento. Aquele que vencer dois games vence a partida. Para chegar ao objetivos, jogadores experientes se valem de Técnicas. O Master's Guide to Rock, Paper & Scissors define Técnica como "uma série de três lançamentos sucessivos criados com uma intenção estratégica".
Alguns exemplos de Técnicas:
1) "Avalanche" (pedra-pedra-pedra)
2) "Edward" (tesoura-tesoura-tesoura)
3) "Embalado a vácuo" (papel-pedra-papel)
4) "Barbeiro de Sevilha" (pedra-tesoura-tesoura)
5) "Um Punhado de Dólares" (pedra-papel-papel)
6) "Burocrata" (papel-papel-papel)
A técnica Office Boy (papel + papel + tesoura) é reconhecida como a ideal para jogadores do nível avançado. E isso não é de hoje. Desde a antiguidade, quando Sansão, temeroso por utilizar a tesoura, arriscou-se após jogar duas vezes papel e sagrou-se campeão do Torneio Mitológico de Joquempô, esta jogada vem conquistando mais e mais adeptos ao longo da História.
Existem as versões apresentadas em um episódio de Friends, mas elas ainda não foram homologadas pela Federação Internacional de Joquempô. Essas variações se enquadram no Street Joquempô, que podem ser consultados em http://www.umop.com/rps25.htm entretanto, esses movimentos não são aceitos em competições oficiais.
Para mais Técnicas, consulte http://www.worldrps.com/gambits.html
Se você, pessoa solitária, não tem uma mão amiga para jogar, jogue a versão on-line, disponível em:
http://www2.uol.com.br/fliperama/gamesonline/janken/index.html
E vamos torcer para que tão nobre esporte, se torne modalidade olimpíca.
Ao longo dos anos, alguns flagrantes da prática de tão nobre esporte prova essa tese.
Vejam as fotos e tirem suas conclusões:
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http://www.worldrps.com/images/arch
França, 1944 - Wojek Salmsoa (terceiro da esquerda) demonstra sua técnica defensiva ante ao ataque do papel.
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http://www.worldrps.com/images/arch
Potsdam, 1945 - Os maiores líderes mundiais demonstram suas diferenças durante o encontro de Potsdam.
(Churchill - tesoura, Truman - papel, Stalin - pedra)
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http://www.worldrps.com/images/arch
Moscou, 1994 - Clinton vs Yeltsin - Imaginando que obteria uma vitória tranquila sobre o sadio oponente, o russo oferece com desdém o papel, mas leva uma tesoura inesperada.
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http://www.worldrps.com/images/arch
Sir Winston Churchill demonstra a superioridade política da tesoura sobre os demais lançamentos.
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http://www.damnfunnypictures.com/im
Saddam Hussein mandando ver!
Outro que apreciava muito o esporte era Carlos Drummond de Andrade, que em um dos seus poemas, enaltece a arte do Joquempô. Quem não conhece "No meio do caminho, tinha uma pedra..."
Algumas dicas:
Como sabem, a partida é dividida em três games, cada game deve ter um vencedor, em caso de empate, repete-se o lançamento. Aquele que vencer dois games vence a partida. Para chegar ao objetivos, jogadores experientes se valem de Técnicas. O Master's Guide to Rock, Paper & Scissors define Técnica como "uma série de três lançamentos sucessivos criados com uma intenção estratégica".
Alguns exemplos de Técnicas:
1) "Avalanche" (pedra-pedra-pedra)
2) "Edward" (tesoura-tesoura-tesoura)
3) "Embalado a vácuo" (papel-pedra-papel)
4) "Barbeiro de Sevilha" (pedra-tesoura-tesoura)
5) "Um Punhado de Dólares" (pedra-papel-papel)
6) "Burocrata" (papel-papel-papel)
A técnica Office Boy (papel + papel + tesoura) é reconhecida como a ideal para jogadores do nível avançado. E isso não é de hoje. Desde a antiguidade, quando Sansão, temeroso por utilizar a tesoura, arriscou-se após jogar duas vezes papel e sagrou-se campeão do Torneio Mitológico de Joquempô, esta jogada vem conquistando mais e mais adeptos ao longo da História.
Existem as versões apresentadas em um episódio de Friends, mas elas ainda não foram homologadas pela Federação Internacional de Joquempô. Essas variações se enquadram no Street Joquempô, que podem ser consultados em http://www.umop.com/rps25.htm entretanto, esses movimentos não são aceitos em competições oficiais.
Para mais Técnicas, consulte http://www.worldrps.com/gambits.htm
Se você, pessoa solitária, não tem uma mão amiga para jogar, jogue a versão on-line, disponível em:
http://www2.uol.com.br/fliperama/gameso
E vamos torcer para que tão nobre esporte, se torne modalidade olimpíca.
08/11/2005
Ah sei lá
Caramba como não passa nada decente na TV é por isso que uso a TV mais pra jogar e ver meus filmes do que para outra coisa, afinal assistir TV é algo que carece de muita paciência e paciência é algo que está sobrando aqui comigo. Sabe aquela frase "Senhor dai-me paciência, porque se me deres força vou matar uma porção de gente". Bom, as vezes quero encher o chefe de porrada, ou atropelar todos os clientes, mas devo manter a calma e ficar tranquilo, afinal como a eu uso Nanda diz sempre, poderia ser pior e tenho que encarar o lado bom das coisas.
Sempre que quero me manter informado e me divertir muito eu visito o Blog do Barbosa hoje vi hoje a foto do Cosplay supremo, que compete em peso com o Cosplay de GameCube.
Tirem suas conclusões:

O crédito da Foto vai pro Landau, e por favor se alguma pessoa conhecer essa figura da foto dê os meus parabéns a ela.
Vale a pena visitar o Blog do Corellian, afinal que além dele para encontrar um campenonato mundial de aviões de papel e patrocinado pela Red Bull? Se forem dar uma passadinha lá visitem a sessão de cinema e a Sabedoria do profeta.
Ah, infelizmente não achei a foto do Cosplay matador de GameCube
Nossa, tenho andado cansado como nunca andei na vida. Eu acordo com vontade de dormir... E praticamente a cada 5 ou 10 segundos tenho uma vontade matadora de apagar e tirar um cochilo rápido. Felizes os espanhois que tem a sua hora de naninha todo o dia, seria ideal, você almoça e vai dar um cochilo, sem sacanagem eu ia trabalhar com outra disposição à tarde, não iria ficar com aquela cara de zumbi que fico as vezes e muito menos com sono controlando todas as minhas ações, ta vendo, estou escrevendo isso aqui, e estou quase fechando os olhos, fala sério.
Sempre que quero me manter informado e me divertir muito eu visito o Blog do Barbosa hoje vi hoje a foto do Cosplay supremo, que compete em peso com o Cosplay de GameCube.
Tirem suas conclusões:

O crédito da Foto vai pro Landau, e por favor se alguma pessoa conhecer essa figura da foto dê os meus parabéns a ela.
Vale a pena visitar o Blog do Corellian, afinal que além dele para encontrar um campenonato mundial de aviões de papel e patrocinado pela Red Bull? Se forem dar uma passadinha lá visitem a sessão de cinema e a Sabedoria do profeta.
Ah, infelizmente não achei a foto do Cosplay matador de GameCube
Nossa, tenho andado cansado como nunca andei na vida. Eu acordo com vontade de dormir... E praticamente a cada 5 ou 10 segundos tenho uma vontade matadora de apagar e tirar um cochilo rápido. Felizes os espanhois que tem a sua hora de naninha todo o dia, seria ideal, você almoça e vai dar um cochilo, sem sacanagem eu ia trabalhar com outra disposição à tarde, não iria ficar com aquela cara de zumbi que fico as vezes e muito menos com sono controlando todas as minhas ações, ta vendo, estou escrevendo isso aqui, e estou quase fechando os olhos, fala sério.
30/10/2005

Chegamos ao futuro e no futuro vir� a Revolu��o. Diferente de seus concorrentes que usam controles identicos ao da gera��o anterior, a Nintendo aposta mais uma vez na mudan�a visando enriquecer a experi�ncia dos jogadores. Assim como ela ousou ao criar o D-Pad, mais uma vez a Nintendo cria algo que os jogadores nunca viram antes e que pode vir a se tornar um padr�o da industr�a de games, at� porque n�o seria a primeira vesz que isso acontece...

A gera��o atual, passou sem grandes mudan�as nos controles com uma clara satura��o no n�mero de bot�es nos controles no mercado. � neste cen�rio que surge a nova fase da Nintendo, sendo a sua primeira grande inoca��o o Nintendo DS com uma interfase de tela sensivel ao toque e interatividade em alguns jogos com o uso do microfone.

At� o fim da era dos 16bits todos os jogos eram bidimencionais exigindo precis�o ao inves de liberdade de movimentos. Com a chegada dos jogos em 3D. Apesar do PalyStation e do Sega Saturn terem popularizado os jogos em 3D, eles ainda seguim o padr�o de controle antigo (desenvolvido pela Nintendo). Somente com a chegada do Nintendo 64 que o controle com direcional anal�gico foi trazido ao mercado e depois, como aconteceu com as outras inova��es da NIntendo, foi logo copiado pelos outros. Outras inova��es do controle foram o Rumble Pak, que oferecia feedback em alguns jogos e o bot�o Z, que ficava na parte inferior do controle e servia como gatilho .

O SUPERNES, era tudo o que oNES tinha sido, so que maior e melhor. A grande inova��o do controle do SNES e que tamb�m passou a fazer parte da configura��o dos controles futuros foram os bot�es L e R na parte superior. Como os polegares do jogador est�o ocupados com o direcional e os bot�es da face, o acrescimo dos bot�es ao alcance de outros dedos permitiu que mais a��es fossem executadas.

No princ�pio a Nintendo criou o controle que mudou a cara e definiu o que hoje em dia � tradicional e o que se espera em um controle. Em 1984 a Nintendo desenvolve o D-Pad, controle com direcional em cruz com uma configura��o na horizontal com os bot�es de a��o do lado direito. Foi tamb�m inclu�do nos controles os bot�es Start e Select. Tal configura��o passou a ser regra em todos os consoles lancados ap�s o NES.
26/10/2005
Cansado
Puts, é cobrança no trabalho, reuniões que nõa levam a nada e outras coisas que estão me deixando deprimido.
Não sei mais o que fazer.
Não sei mais o que fazer.
23/10/2005
O que acontece?
"Quando eu era criança, falava e raciocinava como criança. Mas quando me tornei homem, meus pensamentos se desenvolveram muito além dos pensamentos da minha infância, e agora eu deixei as coisas de criança."
Corintios 13: 11
Bom nem sei direito porque comecei essa postagem com a Carta aos Corintios, não sou um cara assim muito religioso, acredito em Deus e tudo mais, mas não sou de freqüentar igreja, mas quando não estou me sentindo bem, eu leio esse testo. Pode parecer besteira mas ajuda, pelo menos a mim.
Há muito venho percebendo algumas coisas em um grupo de amigos, coisas que estão causando problemas, que estão magoando e até chateando aqueles que não estão diretamente envolvidos no caso. Não falarei nomes, não direi do que se trata, mas digo a vocês que isso está me incomodando, isso está me magoando. Queria saber o por quê disso tudo.
Hoje olhei as fotos antigas e me deu uma tristeza tão grande, porque a gente se dava bem, não tinhamos problemas com nossas diferenças. E hoje cada um arruma motivo para agredir o outro, esqueceram que devemos ser tolerantes uns com os outros, porque não somos iguais e isso é o que faz a vida legal, a diferença de personalidades, de opiniões e gostos.
Alguém pode por favor me explicar o que houve? Por que de uma hora para outra, pessoas passam a se odiar, pessoas que ate pouco tempo eram amigas inseparavéis. Não cosigo entender, porque nunca terminei uma amizade, posso perder o contato com um amigo, mas sempre que encontra-lo na rua, tratarei ele commo um amigo, porque é isso que ele é.
Falo para todo mundo, mentalmente tenho seis anos, mas existe a diferença entre ser uma criança e agir como uma criança. Acho que algumas atitudes são de uma criança mimada que não tem limites. Não consigo ser assim, devo ser muito ingênuo ou muito bobo. Mas, também não faço questão de aprender a ser assim.
Uma outra coisa que tem me deixado triste, é a falta de consideração. Eu liguei o Fo$%#!&$da-se, mas se eu falar que não estou magoado, estarei mentindo, é o segundo ano que chamo algumas pessoas para meu aniversário e elas não vão, ou inventam desculpas ou simplesmente não dão nem um "oi, recebi seu convite, mas não vou poder ir". Sei que não sou importante, mas são pessoas que considero e simplesmente fazer isso, magoa. Mas não estou me importando muito, porque vejo que quem se importa comigo foi. E a essas pessoas eu agradeço.
Corintios 13: 11
Bom nem sei direito porque comecei essa postagem com a Carta aos Corintios, não sou um cara assim muito religioso, acredito em Deus e tudo mais, mas não sou de freqüentar igreja, mas quando não estou me sentindo bem, eu leio esse testo. Pode parecer besteira mas ajuda, pelo menos a mim.
Há muito venho percebendo algumas coisas em um grupo de amigos, coisas que estão causando problemas, que estão magoando e até chateando aqueles que não estão diretamente envolvidos no caso. Não falarei nomes, não direi do que se trata, mas digo a vocês que isso está me incomodando, isso está me magoando. Queria saber o por quê disso tudo.
Hoje olhei as fotos antigas e me deu uma tristeza tão grande, porque a gente se dava bem, não tinhamos problemas com nossas diferenças. E hoje cada um arruma motivo para agredir o outro, esqueceram que devemos ser tolerantes uns com os outros, porque não somos iguais e isso é o que faz a vida legal, a diferença de personalidades, de opiniões e gostos.
Alguém pode por favor me explicar o que houve? Por que de uma hora para outra, pessoas passam a se odiar, pessoas que ate pouco tempo eram amigas inseparavéis. Não cosigo entender, porque nunca terminei uma amizade, posso perder o contato com um amigo, mas sempre que encontra-lo na rua, tratarei ele commo um amigo, porque é isso que ele é.
Falo para todo mundo, mentalmente tenho seis anos, mas existe a diferença entre ser uma criança e agir como uma criança. Acho que algumas atitudes são de uma criança mimada que não tem limites. Não consigo ser assim, devo ser muito ingênuo ou muito bobo. Mas, também não faço questão de aprender a ser assim.
Uma outra coisa que tem me deixado triste, é a falta de consideração. Eu liguei o Fo$%#!&$da-se, mas se eu falar que não estou magoado, estarei mentindo, é o segundo ano que chamo algumas pessoas para meu aniversário e elas não vão, ou inventam desculpas ou simplesmente não dão nem um "oi, recebi seu convite, mas não vou poder ir". Sei que não sou importante, mas são pessoas que considero e simplesmente fazer isso, magoa. Mas não estou me importando muito, porque vejo que quem se importa comigo foi. E a essas pessoas eu agradeço.
19/10/2005
Ode à Alegria
~ Ode à Alegria ~
Letra de Friedrich von Schiller
Ode à Alegria de Friedrich von Schiller, tradução do original, tal como se canta na Nona Sinfonia de Ludwig Van Beethoven.
(Barítono)
Oh amigos, mudemos de tom!Entoemos algo mais prazerosoE mais alegre!
(Barítonos, quarteto e coro)
Alegre, formosa centelha divina,Filha do Elíseo,Ébrios de fogo entramosEm teu santuário celeste!Tua magia volta a unirO que o costume rigorosamente dividiu.Todos os homens se irmanamAli onde teu doce vôo se detém.Quem já conseguiu o maior tesouroDe ser o amigo de um amigo,Quem já conquistou uma mulher amávelRejubile-se conosco!Sim, mesmo se alguém conquistar apenas uma alma,Uma única em todo o mundo.Mas aquele que falhou nissoQue fique chorando sozinho!Alegria bebem todos os seresNo seio da Natureza:Todos os bons, todos os maus,Seguem seu rastro de rosas.Ela nos deu beijos e vinho eUm amigo leal até a morte;Deu força para a vida aos mais humildesE ao querubim que se ergue diante de Deus!
(Tenor solo e coro)
Alegremente, como seus sóis corramAtravés do esplêndido espaço celesteSe expressem, irmãos, em seus caminhos,Alegremente como o herói diante da vitória.
(Coro)
Alegre, formosa centelha divina,Filha do Elíseo,Ébrios de fogo entramosEm teu santuário celeste!Abracem-se milhões!Enviem este beijo para todo o mundo!Irmãos, além do céu estreladoMora um Pai Amado.Milhões se deprimem diante Dele?Mundo, você percebe seu Criador?Procure-o mais acima do céu estrelado!Sobre as estrelas onde Ele mora.
Letra de Friedrich von Schiller
Ode à Alegria de Friedrich von Schiller, tradução do original, tal como se canta na Nona Sinfonia de Ludwig Van Beethoven.
(Barítono)
Oh amigos, mudemos de tom!Entoemos algo mais prazerosoE mais alegre!
(Barítonos, quarteto e coro)
Alegre, formosa centelha divina,Filha do Elíseo,Ébrios de fogo entramosEm teu santuário celeste!Tua magia volta a unirO que o costume rigorosamente dividiu.Todos os homens se irmanamAli onde teu doce vôo se detém.Quem já conseguiu o maior tesouroDe ser o amigo de um amigo,Quem já conquistou uma mulher amávelRejubile-se conosco!Sim, mesmo se alguém conquistar apenas uma alma,Uma única em todo o mundo.Mas aquele que falhou nissoQue fique chorando sozinho!Alegria bebem todos os seresNo seio da Natureza:Todos os bons, todos os maus,Seguem seu rastro de rosas.Ela nos deu beijos e vinho eUm amigo leal até a morte;Deu força para a vida aos mais humildesE ao querubim que se ergue diante de Deus!
(Tenor solo e coro)
Alegremente, como seus sóis corramAtravés do esplêndido espaço celesteSe expressem, irmãos, em seus caminhos,Alegremente como o herói diante da vitória.
(Coro)
Alegre, formosa centelha divina,Filha do Elíseo,Ébrios de fogo entramosEm teu santuário celeste!Abracem-se milhões!Enviem este beijo para todo o mundo!Irmãos, além do céu estreladoMora um Pai Amado.Milhões se deprimem diante Dele?Mundo, você percebe seu Criador?Procure-o mais acima do céu estrelado!Sobre as estrelas onde Ele mora.
02/10/2005
27/09/2005
Amigos, amigos.
Ainda sobre o post abaixo, uma vez que fala sobre amizade por correspondência, me lembrou os meus amigos que conheci ao longo da minha vida.
Nunca fui de ter muitos amigos, afinal um cara tímido, que não gosta de sair e Nerd (me orgulho disso, que fique claro) não é um cara que costuma ter amigos a rodo, mas os poucos que cultivei são muito importantes para mim. Alguns eu perdi o contato, outros sei onde estão, mas quase não temos tempo para nos falarmos, tem aqueles que vejo quase sempre, e os que vejo constantemente. Sinto falta de todos, dos amigos por carta, que nunca conheci pessoalmente, dos amigos da escola, que não sei por onde andam, dos amigos que sei onde estão mas graças ao mundo onde tudo tem que ser para ontem em que vivemos, não tenho tempo de fazer uma visita ou de bater um papo. Sinto saudades dos amigos que por causa de atritos com outros, tem se afastado, mudando suas rotinas, porque não querem encontrar um amigo em comum numa reunião. Sinto falta de estar com meus amigos, mesmo que eles não façam questão de estarem perto de ligarem para dar um oi, para saber como andam as coisas. Mesmo assim sinto falta deles.
Então, se algum amigo meu ler isso, me ligue, mande um email, qualquer coisa. Ficarei muito feliz em receber notícias suas. E se você tem um amigo que não fala faz muito tempo, procure-o para dar um oi. Não custa nada.
Nunca fui de ter muitos amigos, afinal um cara tímido, que não gosta de sair e Nerd (me orgulho disso, que fique claro) não é um cara que costuma ter amigos a rodo, mas os poucos que cultivei são muito importantes para mim. Alguns eu perdi o contato, outros sei onde estão, mas quase não temos tempo para nos falarmos, tem aqueles que vejo quase sempre, e os que vejo constantemente. Sinto falta de todos, dos amigos por carta, que nunca conheci pessoalmente, dos amigos da escola, que não sei por onde andam, dos amigos que sei onde estão mas graças ao mundo onde tudo tem que ser para ontem em que vivemos, não tenho tempo de fazer uma visita ou de bater um papo. Sinto saudades dos amigos que por causa de atritos com outros, tem se afastado, mudando suas rotinas, porque não querem encontrar um amigo em comum numa reunião. Sinto falta de estar com meus amigos, mesmo que eles não façam questão de estarem perto de ligarem para dar um oi, para saber como andam as coisas. Mesmo assim sinto falta deles.
Então, se algum amigo meu ler isso, me ligue, mande um email, qualquer coisa. Ficarei muito feliz em receber notícias suas. E se você tem um amigo que não fala faz muito tempo, procure-o para dar um oi. Não custa nada.
26/09/2005
Espero que esta carta te encontre bem....
Cara, hoje estava vendo uma caixa de sapatos que tenho aqui em casa com muitas cartas que recebia de amigos por correspondência. Foi em 1995 que comecei com isso de trocar cartas com pessoas que não conhecia pessoalmente. Era cansativo, afinal eram mais ou menos 60 pessoas, quando no auge desta forma de comunicação. Claro que com o tempo as cartas começaram a diminuir até que pararam. Hoje sinto falta desse tempo, porque do pessoal com quem me correspondia só falo com duas pessoas e muito raramente pela internet. Lembro que quando comecei com isso, teve gente que me falou que eu estava dando sobrevida a um meio de comunicação que estava com os dias contados, mas vejo que não é bem assim. Adoro meu computador, amo todas as facilidades tecnológicas, mas nada tira a felicidade de se receber uma carta, sempre achei a carta mais calorosa, mais pessoal. E-mail pode ser prático, mas é meio frio. Então, experimente, procure um amigo para mandar uma carta para ele. Se ele te respoder da mesma forma, você vai ver do que eu estou falando. Então vamos lá vou propor isso agora, vamos criar uma rede de amizade por correspondência. Quem quiser me manda um email com seu endereço, vai ser uma honra escrever uma carta novamente.
05/08/2005
O verdadeiro sentido
Hoje ganhei da irmã da Nanda uma pulseira LiveStrong . Para quem não sabe ela foi criada pelo ciclista Lance Armstrong para arrecadar fundos para a fundação que leva o seu nome que dá apoio a pessoas com câncer. Gesto muito nobre de alguém que venceu a luta contra a doença, mas eu fico me perguntado quantas pessoas que usam a pulseira realmente entendem o verdadeiro sentido. Aqui no Brasil tornou-se uma febre modista o uso de tal símbolo e acaba que se disvirtua o sentido. Lembro-me que no meio do ano passado li sobre as pulseiras e me interessei em comprar uma, mas só existiam importadas. Depois fiquei sabendo que algumas lojas trouxeram a pulseira mas o preço era de absurdos R$ 80,00 ( o preço original é de US$ 1,00). Logo tornou-se objeto de luxo e começaram a proliferar pulseiras falsas que vocÊ compra por R$ 3,00 em qualquer camelô da esquina. Penso no seguinte também. Usar ou não usar a pulseira. Eu sei que se eu coloca-la no pulso será para sinalizar que apoio a campanha. que abraço a ideia mas, será que as pessoas na rua que não suportam ver os modistas que só colocam a pulseira por considerar o acessório vão pensar assim? Aqueles que usam por que são conscientes da campanha devem fazer a mesma pergunta. Em tempo hoje ganhei de uma pessoa que atendi no trabalho um kit de três pulseiras do Fluminense. Mas diferente da pulseira do Flamengo que serve para arrecadar dinheiro para o clube, as pulseiras do Fluminense passam uma mensagem. Na branca vem a mensagem NO RACISM (na verde e na grená vem escrito FLUMINENSE F. C.) e parte do valor arrecadado com as pulseiras vai para o ITACI (instituto do Tratamento do Câncer Infantil). Uma bela iniciativa do Flu, que com isso atravez de seus torcedores arrecadam fundos para uma instituição.
Seguem os endereços das fundações:
www.laf.org
www.wearyellow.com
www.pulseiradavida.com.br
Queria manifestar que não se aborreçam com os modistas, eles usam a pulseira, mas quando surgir algo mais na moda eles usarão e deixarão a pulseira de lado, e nesse dia aqueles que continuarem com a pulseira, serão realmente aqueles que entendem o verdadeiro sentido.
É o que penso.
Seguem os endereços das fundações:
www.laf.org
www.wearyellow.com
www.pulseiradavida.com.br
Queria manifestar que não se aborreçam com os modistas, eles usam a pulseira, mas quando surgir algo mais na moda eles usarão e deixarão a pulseira de lado, e nesse dia aqueles que continuarem com a pulseira, serão realmente aqueles que entendem o verdadeiro sentido.
É o que penso.
31/07/2005
Lucidez
Tem me faltado lucidez para que eu possa manter minha sanidade, ultimamente não tenho tido o ânimo necessário para fazer as coisas corriqueiras e o meu dia-a-dia tem sido extremamente dificil. Não é fácil conviver com uma angustia que você não sabe bem certo porque ela existe. A única vontade que eu tenho é de fugir, fugir para bem longe, correr de tudo, desaparecer. Não sei bem ao certo se isso me traria paz, mas as vezes acho que sim. Queria viver em um lugar onde não existissem essas obrigações mundanas em que a cada instante você é cobrado para fazer sempre as mesmas coisas de forma produtiva e lucrativa. Queria poder viver num lugar em que as pessoas não te considerem alguém que precisa produzir. Queria saber como é viver onde não exista preocupações que só nos desgastam e fazem com que envelhecemos mais e mais a cada dia.
19/07/2005
O pior
Sabe o que é o pior de tudo?
É você não estar se sentindo bem, e não ser levado a sério.
Eu realmente não estou me sentindo bem, estou me sentindo só, perdido, sem rumo e completamente desmotivado e triste. Não sei por que, mas é sério, eu me sinto assim e ninguém com quem falo sobre isso acredita.
Acho que estou enloquecendo...
É você não estar se sentindo bem, e não ser levado a sério.
Eu realmente não estou me sentindo bem, estou me sentindo só, perdido, sem rumo e completamente desmotivado e triste. Não sei por que, mas é sério, eu me sinto assim e ninguém com quem falo sobre isso acredita.
Acho que estou enloquecendo...
14/07/2005
CHILDE ROLAND À TORRE NEGRA CHEGOU
CHILDE ROLAND À TORRE NEGRA CHEGOU Robert Browning (1812-1889)
Tradução de Fabiano Morais
I
Primeiro pensei: ele mentiu a cada sentença
O coxo encanecido, com olhos cheios de malícia
Ávidos por ver nos meus de sua mentira a perícia
E com a boca sem conter a alegria intensa
Que repuxava seus cantos na crença
De que o predador outra vez se sacia.
II
Qual outro seria o intuito, com seu cajado?
Qual senão emboscar e laçar os andarilhos
Que porventura o encontram pelos trilhos
E vêm pedir direção? Que risada má eu teria escutado,
quem deixaria meu epitáfio marcado
por diversão nos terrosos caminhos,
III
Se ao seu conselho eu devesse me desviar
Para aquele curso sinistro que, é sabido,
Esconde a Torre Negra? Porém eu, de boa-fé imbuído,
Tomei o indicado caminho, sem orgulho demonstrar
Nem esperança rediviva ao ver o fim se aproximar,
Mas sim gratidão pela idéia de algum fim existir.
IV
Pois, se depois de o mundo todo vagar
Se na minha busca ano a ano estendida
Minha esperança tornou-se uma sombra encardida
E incapaz de com o gozo ruidoso da vitória lidar,
A festa no meu coração eu mal pude refrear
Quando este entreviu a batalha perdida.
V
Assim como um doente à beira da morte
Já parece morto, e pressente o pranto fatal,
e recebe de todos a despedida amical,
E escuta ao longe a saída de outro consorte
Para respirar lá fora, (não se muda a sorte,
ele diz, e o pesar não se alivia com o golpe final)
VI
Enquanto outros debatem junto às covas
Se há espaço para o caixão e que hora
É a mais apropriada para levá-lo embora,
Sem esquecer dos estandartes, hinos e estolas,
O homem ouve cada uma dessas estórias
E, respeitando tanta candura, quer partir sem demora.
VII
Assim, já sofro há tanto nessa jornada
Já ouvi do fracasso o vaticínio e a confirmação
Para tantos e tantos companheiros da Afiliação
de cavaleiros que da Torre Negra atendem a chamada,
Que falhar como eles me pareceu a coisa acertada
E a única dúvida era: não seria essa minha função?
VIII
Tão quieto quanto o desespero eu dei as costas
àquele coxo odioso, abandonando sua via
e adentrando o caminho apontado. Todo o dia
havia sido lúgubre, e as sombras, sobrepostas,
fechavam-se a minha volta, mas uma olhadela torta,
rubra e carrancuda, ele lançou à planície todavia.
IX
Por Deus! Logo assim que me encontrei
Jurado à planície, após não mais que uma passada,
Parei para um último olhar à segurança da estrada
E nada mais havia, só a planura cinza avistei
Nada senão a vastidão sob o céu do astro rei.
Sem mais a fazer, decidi seguir caminhada.
X
Assim, fui adiante. E creio nunca ter visto
Natureza tão miserável e ignóbil, onde nada medra:
Pois as flores - ou mesmo um cedro entre a pedra,
Embora murchando como pela sua lei previsto,
Mesmo no abandono perduram, pensaria você;
Descobrem-se tesouros quando a casca quebra.
XI
Mas não! Penúria, feiúra, inércia
Em condição estranha está essa parte da terra
"Veja, ou feche os olhos", a Natureza berra
"Não há escapatória: ela é de todo néscia,
Só o fogo do Julgamento Final trará a panacéia,
Calcinando o chão e livrando os presos que ele cerra."
XII
Se havia ali alguma ressequida haste de cardo,
Seus colegas não se achavam, e o talo estava decepado.
O que fez aqueles buracos e rasgos no folhado
escuro e duro da bardana, tão machucado
que era impossível pensá-lo regenerado?
Era preciso que um bruto as tivesse pisoteado.
XIII
Quanto à relva, era como o cabelo escasso
Dos leprosos; magras lâminas secas na lama
Que parecia ter por baixo uma sangüínea trama.
Um cavalo cego e rijo, ossos à vista, lasso,
Parava ali, estúpido; havia chegado àquele pedaço:
Rebento que o garanhão do diabo não reclama!
XIV
Vivo? A meu ver poderia muito bem já ter partido,
Com seu pescoço rubro, descarnado e macilento.
E os olhos fechados por sob o pêlo bolorento;
Nunca o grotesco andou à desgraça tão unido;
E jamais senti por criatura ódio tão ardido:
Ele deve ser mau para merecer tal sofrimento.
XV
Fecho meus olhos, e os volto para o meu coração,
Como um homem que pede vinho antes de lutar,
Visão mais feliz, de outro tempo, eu quis saborear
Para ficar mais apto a encarar minha missão.
Pensar antes, lutar depois, eis do soldado o bordão:
Um vislumbre do passado pode a tudo acertar.
XVI
Mas não! Imaginei de Cuthbert a face corada
Em meio a seu adorno de cachos dourados,
Querido amigo, eu quase o senti laçar meus braços
Para me colocar a postos na caminhada
Como ele sempre fez. Ai, noite desgraçada!
O fogo no meu coração se apagou, deixando-o gelado.
XVII
Giles então surge - ele que é da honra a alma,
Leal como há dez anos, quando tornou-se cavaleiro
Capaz de ousar tudo que ousaria um homem verdadeiro
Mas - argh - a cena se modifica! Um carrasco infama
seu peito com um aviso que para todos informa:
Desprezado e amaldiçoado; traidor rasteiro.
XVIII
Do que um passado assim, melhor este presente
Que eu volte então para meu caminho triste
Nenhum som, nada que se veja ao longe em riste.
Aparecerá morcego ou coruja após o poente?
Perguntei quando algo na planície descrente
capturou e dominou meu pensamento num despiste.
XIX
Um súbito córrego atravessava meu caminho
Veio tão inesperado quanto uma cobra
Sem o lento escorrer que a atmosfera desdobra
Poderia ser um banho, com seu burburinho,
Para o casco do demônio, a ver seu redemoinho
Negro borbulhar com espuma e faísca rubra.
XX
Tão pequeno e ao mesmo tempo tão mau
Amieiros o cercavam, rasteiros e mirrados;
Salgueiros afundavam-se e afogavam-se desesperados
Numa síncope muda, num atropelo mortal:
Quem os destruiu foi esse carrasco manancial,
E, fosse ele o que fosse, fluía sem ser desviado.
XXI
Bom Deus, ao adentrar seu leito, quanto medo
De pisar o rosto de algum cadáver humano,
A cada passo - tateando com um ramo
A cata de buracos - seus cabelos entre meus dedos.
Um rato-d'água talvez tenha por acaso lancetado,
Mas, argh, parecia o grito de um menino.
XXII
Estava feliz quando cheguei ao outro lado.
Agora terras melhores me esperam. Vã esperança!
Quais foram os contendores? Qual foi a matança?
Que trotar selvagem pôde fazer desse solo molhado
Um atoleiro? Sapos em um tanque infectado
Ou gatos selvagens numa cela em incandescência -
XXIII
Assim deve ter sido a luta naquela arena decadente
O que os trouxe até lá, se tinham toda a planície?
Nenhuma pegada na direção daquela imundície
Nenhuma dela se afastando. Alguma poção demente
Agiu em seus cérebros, sem dúvida, como no da gente
Escrava - judia e cristã - que o turco atiçava por malícia.
XXIV
E além de tudo - a uma milha -, o que era aquele achado?
Para que mau intuito servia aquela máquina, aquela polia -
Um travão, não uma polia -, aquela grade que fiaria
Corpos humanos como se fossem seda? O ar desonrado
Dos rituais de Tophet, na terra perdido, ou invocado
Para afiar o enferrujado metal da sua gradaria.
XXV
Então uma terra de galhos, que um dia foi floresta;
Depois algo como um pântano; e agora apenas terra dura
Desesperada e acabada (um tolo encontra ventura,
Faz algo e em seguida o destrói, seu humor desembesta
E ele o abandona!). Por dez ares, chão que cresta,
Lamaçal, seixos, areia, e uma esterilidade negra, impura.
XXVI
Agora, pústulas inflamam-se em cor forte,
E medonha. Agora, remendos onde a aridez do chão
Tornou-se musgo, ou substâncias em ebulição;
Surge então um carvalho, e nele há um corte
Como uma boca distorcida que cava seu porte
Num bocejo para a morte, morrendo em seu repuxão.
XXVII
E tão longe como nunca o fim se afigura!
Nada no horizonte senão a noite, nada
Que direcionasse adiante minha passada!
Isso pensei, e surgiu um pássaro de imensa negrura
Amigo de Satã, a asa de dragão, na largura,
roçou meu gorro - talvez esta fosse a guia procurada.
XXVIII
Ao olhar para cima, apesar do anoitecer,
Vi com mais clareza. A planície dera lugar
às montanhas que a cercavam - nome muito invulgar
Para meras alturas feias e montes a não mais ver.
Como poderiam elas ter-me surpreendido, tente esclarecer!
Como vencê-las também não era fácil deslindar.
XXIX
Mas ainda assim, pareci reconhecer certo truque
Do qual fui vítima, Deus sabe quando -
Talvez em um mau sonho. Aqui estava terminando
O progresso por este caminho. Quando fiz que
desistia, mais uma vez, soou um clique
Como o de um alçapão atrás de mim se fechando.
XXX
Veio a mim de imediato, como fogo em um milharal,
Era este o lugar! À direita, esses dois morros, agachados,
como dois búfalos com os chifres enganchados;
Enquanto à esquerda, uma montanha alta... Boçal,
Imbecil, vacilar logo na hora mais crucial,
Você que treinou uma vida para ter olhos afiados!
XXXI
E se a própria Torre estivesse no centro? Redonda
e atarracada, cega como um coração rasteiro,
Feita de pedra marrom, sem igual no mundo inteiro.
O elfo, caçoando da tempestade que o ronda,
Aponta ao timoneiro o banco que ninguém sonda.
Ele aporta, por pouco não rompendo do casco o madeiro.
XXXII
Não vê-la? Talvez por conta da noite? - se o dia
Ressurgiu para isto! E antes de partir novamente
O poente brilhou por uma fenda rente:
As colinas, como gigantes caçadores na tocaia,
Esperando que a presa na armadilha caia -
"Agora ataquem e matem a criatura, inclementes".
XXXIII
Não ouvi-la? Com tantos sons à volta! O ribombar
dos sinos cada vez mais alto. Nomes nos meus ouvidos
Todos os aventureiros, meus companheiros perdidos -
Como, se um era tão forte, outro de tão corajoso bradar,
Outro tão afortunado, como foram perdidos acabar?
Um instante trazia tantos anos de sofrimentos renascidos.
XXXIV
Ali estavam eles, pelos lados dos montes, unidos
Para assistir meu fim. Eu, uma moldura animada
Para mais um quadro! Numa súbita labareda
Eu os vi e reconheci a todos. E, destemido,
Deixei meus lábios formarem um bramido:
"Childe Roland à Torre Negra chegou", foi minha chamada.
Tradução de Fabiano Morais
I
Primeiro pensei: ele mentiu a cada sentença
O coxo encanecido, com olhos cheios de malícia
Ávidos por ver nos meus de sua mentira a perícia
E com a boca sem conter a alegria intensa
Que repuxava seus cantos na crença
De que o predador outra vez se sacia.
II
Qual outro seria o intuito, com seu cajado?
Qual senão emboscar e laçar os andarilhos
Que porventura o encontram pelos trilhos
E vêm pedir direção? Que risada má eu teria escutado,
quem deixaria meu epitáfio marcado
por diversão nos terrosos caminhos,
III
Se ao seu conselho eu devesse me desviar
Para aquele curso sinistro que, é sabido,
Esconde a Torre Negra? Porém eu, de boa-fé imbuído,
Tomei o indicado caminho, sem orgulho demonstrar
Nem esperança rediviva ao ver o fim se aproximar,
Mas sim gratidão pela idéia de algum fim existir.
IV
Pois, se depois de o mundo todo vagar
Se na minha busca ano a ano estendida
Minha esperança tornou-se uma sombra encardida
E incapaz de com o gozo ruidoso da vitória lidar,
A festa no meu coração eu mal pude refrear
Quando este entreviu a batalha perdida.
V
Assim como um doente à beira da morte
Já parece morto, e pressente o pranto fatal,
e recebe de todos a despedida amical,
E escuta ao longe a saída de outro consorte
Para respirar lá fora, (não se muda a sorte,
ele diz, e o pesar não se alivia com o golpe final)
VI
Enquanto outros debatem junto às covas
Se há espaço para o caixão e que hora
É a mais apropriada para levá-lo embora,
Sem esquecer dos estandartes, hinos e estolas,
O homem ouve cada uma dessas estórias
E, respeitando tanta candura, quer partir sem demora.
VII
Assim, já sofro há tanto nessa jornada
Já ouvi do fracasso o vaticínio e a confirmação
Para tantos e tantos companheiros da Afiliação
de cavaleiros que da Torre Negra atendem a chamada,
Que falhar como eles me pareceu a coisa acertada
E a única dúvida era: não seria essa minha função?
VIII
Tão quieto quanto o desespero eu dei as costas
àquele coxo odioso, abandonando sua via
e adentrando o caminho apontado. Todo o dia
havia sido lúgubre, e as sombras, sobrepostas,
fechavam-se a minha volta, mas uma olhadela torta,
rubra e carrancuda, ele lançou à planície todavia.
IX
Por Deus! Logo assim que me encontrei
Jurado à planície, após não mais que uma passada,
Parei para um último olhar à segurança da estrada
E nada mais havia, só a planura cinza avistei
Nada senão a vastidão sob o céu do astro rei.
Sem mais a fazer, decidi seguir caminhada.
X
Assim, fui adiante. E creio nunca ter visto
Natureza tão miserável e ignóbil, onde nada medra:
Pois as flores - ou mesmo um cedro entre a pedra,
Embora murchando como pela sua lei previsto,
Mesmo no abandono perduram, pensaria você;
Descobrem-se tesouros quando a casca quebra.
XI
Mas não! Penúria, feiúra, inércia
Em condição estranha está essa parte da terra
"Veja, ou feche os olhos", a Natureza berra
"Não há escapatória: ela é de todo néscia,
Só o fogo do Julgamento Final trará a panacéia,
Calcinando o chão e livrando os presos que ele cerra."
XII
Se havia ali alguma ressequida haste de cardo,
Seus colegas não se achavam, e o talo estava decepado.
O que fez aqueles buracos e rasgos no folhado
escuro e duro da bardana, tão machucado
que era impossível pensá-lo regenerado?
Era preciso que um bruto as tivesse pisoteado.
XIII
Quanto à relva, era como o cabelo escasso
Dos leprosos; magras lâminas secas na lama
Que parecia ter por baixo uma sangüínea trama.
Um cavalo cego e rijo, ossos à vista, lasso,
Parava ali, estúpido; havia chegado àquele pedaço:
Rebento que o garanhão do diabo não reclama!
XIV
Vivo? A meu ver poderia muito bem já ter partido,
Com seu pescoço rubro, descarnado e macilento.
E os olhos fechados por sob o pêlo bolorento;
Nunca o grotesco andou à desgraça tão unido;
E jamais senti por criatura ódio tão ardido:
Ele deve ser mau para merecer tal sofrimento.
XV
Fecho meus olhos, e os volto para o meu coração,
Como um homem que pede vinho antes de lutar,
Visão mais feliz, de outro tempo, eu quis saborear
Para ficar mais apto a encarar minha missão.
Pensar antes, lutar depois, eis do soldado o bordão:
Um vislumbre do passado pode a tudo acertar.
XVI
Mas não! Imaginei de Cuthbert a face corada
Em meio a seu adorno de cachos dourados,
Querido amigo, eu quase o senti laçar meus braços
Para me colocar a postos na caminhada
Como ele sempre fez. Ai, noite desgraçada!
O fogo no meu coração se apagou, deixando-o gelado.
XVII
Giles então surge - ele que é da honra a alma,
Leal como há dez anos, quando tornou-se cavaleiro
Capaz de ousar tudo que ousaria um homem verdadeiro
Mas - argh - a cena se modifica! Um carrasco infama
seu peito com um aviso que para todos informa:
Desprezado e amaldiçoado; traidor rasteiro.
XVIII
Do que um passado assim, melhor este presente
Que eu volte então para meu caminho triste
Nenhum som, nada que se veja ao longe em riste.
Aparecerá morcego ou coruja após o poente?
Perguntei quando algo na planície descrente
capturou e dominou meu pensamento num despiste.
XIX
Um súbito córrego atravessava meu caminho
Veio tão inesperado quanto uma cobra
Sem o lento escorrer que a atmosfera desdobra
Poderia ser um banho, com seu burburinho,
Para o casco do demônio, a ver seu redemoinho
Negro borbulhar com espuma e faísca rubra.
XX
Tão pequeno e ao mesmo tempo tão mau
Amieiros o cercavam, rasteiros e mirrados;
Salgueiros afundavam-se e afogavam-se desesperados
Numa síncope muda, num atropelo mortal:
Quem os destruiu foi esse carrasco manancial,
E, fosse ele o que fosse, fluía sem ser desviado.
XXI
Bom Deus, ao adentrar seu leito, quanto medo
De pisar o rosto de algum cadáver humano,
A cada passo - tateando com um ramo
A cata de buracos - seus cabelos entre meus dedos.
Um rato-d'água talvez tenha por acaso lancetado,
Mas, argh, parecia o grito de um menino.
XXII
Estava feliz quando cheguei ao outro lado.
Agora terras melhores me esperam. Vã esperança!
Quais foram os contendores? Qual foi a matança?
Que trotar selvagem pôde fazer desse solo molhado
Um atoleiro? Sapos em um tanque infectado
Ou gatos selvagens numa cela em incandescência -
XXIII
Assim deve ter sido a luta naquela arena decadente
O que os trouxe até lá, se tinham toda a planície?
Nenhuma pegada na direção daquela imundície
Nenhuma dela se afastando. Alguma poção demente
Agiu em seus cérebros, sem dúvida, como no da gente
Escrava - judia e cristã - que o turco atiçava por malícia.
XXIV
E além de tudo - a uma milha -, o que era aquele achado?
Para que mau intuito servia aquela máquina, aquela polia -
Um travão, não uma polia -, aquela grade que fiaria
Corpos humanos como se fossem seda? O ar desonrado
Dos rituais de Tophet, na terra perdido, ou invocado
Para afiar o enferrujado metal da sua gradaria.
XXV
Então uma terra de galhos, que um dia foi floresta;
Depois algo como um pântano; e agora apenas terra dura
Desesperada e acabada (um tolo encontra ventura,
Faz algo e em seguida o destrói, seu humor desembesta
E ele o abandona!). Por dez ares, chão que cresta,
Lamaçal, seixos, areia, e uma esterilidade negra, impura.
XXVI
Agora, pústulas inflamam-se em cor forte,
E medonha. Agora, remendos onde a aridez do chão
Tornou-se musgo, ou substâncias em ebulição;
Surge então um carvalho, e nele há um corte
Como uma boca distorcida que cava seu porte
Num bocejo para a morte, morrendo em seu repuxão.
XXVII
E tão longe como nunca o fim se afigura!
Nada no horizonte senão a noite, nada
Que direcionasse adiante minha passada!
Isso pensei, e surgiu um pássaro de imensa negrura
Amigo de Satã, a asa de dragão, na largura,
roçou meu gorro - talvez esta fosse a guia procurada.
XXVIII
Ao olhar para cima, apesar do anoitecer,
Vi com mais clareza. A planície dera lugar
às montanhas que a cercavam - nome muito invulgar
Para meras alturas feias e montes a não mais ver.
Como poderiam elas ter-me surpreendido, tente esclarecer!
Como vencê-las também não era fácil deslindar.
XXIX
Mas ainda assim, pareci reconhecer certo truque
Do qual fui vítima, Deus sabe quando -
Talvez em um mau sonho. Aqui estava terminando
O progresso por este caminho. Quando fiz que
desistia, mais uma vez, soou um clique
Como o de um alçapão atrás de mim se fechando.
XXX
Veio a mim de imediato, como fogo em um milharal,
Era este o lugar! À direita, esses dois morros, agachados,
como dois búfalos com os chifres enganchados;
Enquanto à esquerda, uma montanha alta... Boçal,
Imbecil, vacilar logo na hora mais crucial,
Você que treinou uma vida para ter olhos afiados!
XXXI
E se a própria Torre estivesse no centro? Redonda
e atarracada, cega como um coração rasteiro,
Feita de pedra marrom, sem igual no mundo inteiro.
O elfo, caçoando da tempestade que o ronda,
Aponta ao timoneiro o banco que ninguém sonda.
Ele aporta, por pouco não rompendo do casco o madeiro.
XXXII
Não vê-la? Talvez por conta da noite? - se o dia
Ressurgiu para isto! E antes de partir novamente
O poente brilhou por uma fenda rente:
As colinas, como gigantes caçadores na tocaia,
Esperando que a presa na armadilha caia -
"Agora ataquem e matem a criatura, inclementes".
XXXIII
Não ouvi-la? Com tantos sons à volta! O ribombar
dos sinos cada vez mais alto. Nomes nos meus ouvidos
Todos os aventureiros, meus companheiros perdidos -
Como, se um era tão forte, outro de tão corajoso bradar,
Outro tão afortunado, como foram perdidos acabar?
Um instante trazia tantos anos de sofrimentos renascidos.
XXXIV
Ali estavam eles, pelos lados dos montes, unidos
Para assistir meu fim. Eu, uma moldura animada
Para mais um quadro! Numa súbita labareda
Eu os vi e reconheci a todos. E, destemido,
Deixei meus lábios formarem um bramido:
"Childe Roland à Torre Negra chegou", foi minha chamada.
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